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  • Rodrigo Moreira

Contra a ARTROSE: Movimento e Exercício.

Por Claudio Romanatto | Instrutor KSP


A Artrose ou Osteoartrose é uma enfermidade caracterizada pela inflamação e degeneração das articulações e que provoca o desgaste das cartilagens.


"Há dois tipos de artrose. Uma delas é a primária, que se define como uma degeneração sem causas conhecidas e que vai se agravando ao longo dos anos. A outra é a artrose pós-traumática, que surge em função de alguma cirurgia – como operação de menisco ou ligamentos, por exemplo – ou de algum trauma que a pessoa sofreu, tal como uma fratura”.

Pode estar associada a alterações mecânicas do corpo como o desalinhamento dos membros inferiores. Também pode ser desencadeada ou agravada pelo sobrepeso e a obesidade: quando fazemos uma simples caminhada, jogamos o equivalente a até duas vezes nosso peso sobre a coluna, quadril, joelhos, tornozelos e pés. "Um indivíduo que pesa cem quilos, por exemplo, joga um peso de até duzentos quilos sobre essas articulações. Quando a pessoa corre, esse valor chega a quatro vezes o peso corporal. Quando se faz uma atividade como saltar, esse número chega à números de tonelada"; Além do excesso de peso, doenças reumáticas e a prática errada de exercícios também são fatores de risco para o desenvolvimento da artrose. Em geral, a patologia se instala de forma silenciosa: os sintomas só começam a se manifestar quando ela já está mais avançada. "O paciente começa a sentir desconforto, como dores. Primeiro pode surgir a condromalácia (no caso do joelho), que é o amolecimento das cartilagens, e gradativamente há uma evolução para a artrose". O diagnóstico da doença normalmente é feito com ajuda de exames como a ressonância magnética e raio x. Realizar exercícios físicos de forma adequada pode atrasar ou evitar a necessidade de um tratamento cirúrgico como colocação de prótese, por exemplo. "O exercício físico é o grande contraponto ao tratamento cirúrgico, podendo ser associado ou não ao uso de medicações", acrescentando que a artrose não afeta apenas as cartilagens, mas também tem influência sobre ligamentos, músculos e sobre a membrana sinovial, que é o tecido que envolve as articulações.


Recomendações para o Tratamento da Osteoartrose

Um recente artigo da Universidade da Carolina do Norte revisou e avaliou as principais recomendações ou diretrizes sobre o tratamento da osteoartrose (OA), elaboradas por sociedades médicas, entre elas a Osteoarthritis Research Society International (OARSI), a American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e a American College of Rheumatology (ACR). A osteoartrose é uma doença crônica que causa limitações funcionais importantes em uma população cada vez mais velha e com comorbidades associadas. A prevalência de artrose em pessoas com mais de 50 anos pode chegar a 35%, aumentando para 55% em pessoas com mais de 70 anos. Foram selecionadas as mais recentes diretrizes (16) dos últimos dez anos sobre OA, compreendendo países da América do Norte, Europa e Ásia. Houve concordância sobre diversos tratamentos.

Tabela 1 - Tratamento não farmacológico

  • Educação e programas para cuidados individuais no dia a dia: Recomendado

  • Exercícios aeróbios de baixo impacto e perda de peso quando obeso: Recomendado

  • Uso de muletas ou andador conforme necessário: Recomendado

  • Imobilizadores e palmilhas: Inconclusivo

  • Acupuntura, TENS, Tai Chi: Inconclusivo

  • Ultrassom terapêutico: Não Recomendado

  • Meios físicos (calor local, entre outros): Recomendado

Tabela 2 - Tratamento farmacológico

  • Paracetamol: Recomendado como primeira opção

  • Anti-inflamatório tópico e oral: Recomendado (com estratificação do risco e proteção gastrointestinal)

  • Opioides: Recomendados para dores refratárias

  • Capsaicina tópica: Recomendado

  • Glucosamina e/ou Condroitina: Inconclusivo

  • Corticoide intra-articular: Recomendado para OA joelho e quadril

  • Ácido hialurônico: Evidências insuficientes e recomendação fraca

  • Plasma rico em plaquetas e fatores de crescimento: Poucas evidências e inconclusivas

Tabela 3 - Tratamento cirúrgico

  • Prótese do joelho e do quadril: Recomendado para pacientes selecionados

  • Artroscopia com desbridamento - Não recomendado para OA sintomática do joelho

Considerações finais

Apesar de muitas recomendações apresentarem concordância, algumas mostraram conflitos importantes, como foi o caso da acupuntura e da injeção de ácido hialurônico. A acupuntura foi recomendada por quatro guidelines e fortemente não recomendada pela AAOS. A injeção de ácido hialurônico possuiu recomendação fraca por quatro guidelines e foi contraindicado por outros dois, incluindo a AAOS.

São diversas as especialidades médicas que podem atuar na assistência primária do paciente com osteoartrose, em que estão presentes o maior número de casos. Apesar da existência de diversos protocolos sobre o tratamento da osteoartrose, a disseminação e implementação do conhecimento na prática clínica ainda estão aquém do ideal.

Concluindo, uma das recomendações mais fortes e consoantes apresentada no artigo refere-se à prática de atividade física, que deve ser estimulada, assim como estratégias de aderência e manutenção da mesma.

Como os exercícios ajudam no tratamento de doenças das articulações

Nova diretriz defende que a atividade física tem valor de remédio para quem sofre com rigidez, dor e inflamação nas juntas.

Revista Sáude, Por André Biernath, de Amsterdã*

Publicado em 26 set 2018.

Com 500 quilômetros de ciclovias, parques e praças por todos os lados e ruas planas e seguras, Amsterdã é um convite a céu aberto para a vida ativa. Não à toa, a capital holandesa foi a cidade escolhida pela Liga Europeia contra o Reumatismo (Eular) para divulgar suas novíssimas recomendações de exercícios a quem convive com artrite reumatoide, osteoartrite, lúpus, fibromialgia e outras condições crônicas que atingem as articulações do corpo.“ As diretrizes anteriores até incluíam a atividade física, mas, pela primeira vez, definimos como o ideal”, destaca a fisioterapeuta Karin Niedermann, da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, na Suíça, uma das autoras do documento.

Em resumo, a publicação chancela, de uma vez por todas, que o esporte é pilar primordial no tratamento dessas doenças e tem um papel tão decisivo quanto as medicações usadas de rotina – um avanço e tanto, se pensarmos que há poucas décadas a orientação médica era permanecer em repouso absoluto.

Para chegar a essa conclusão, os profissionais analisaram 44 pesquisas envolvendo mais de 3 600 participantes. “As evidências nos mostram que a prática de um exercício físico traz ganhos e afeta positivamente o quadro reumatológico em várias esferas”, informa a fisioterapeuta Anne-Kathrin Rausch, da mesma instituição suíça, que ficou responsável por apresentar os resultados para o público durante o congresso da Eular.

A lista de benefícios é vasta: mexer o corpo melhora a função das juntas, fortalece músculos que circundam essas estruturas, aprimora a flexibilidade e o equilíbrio, derruba o risco de piripaques cardiovasculares (uma das maiores causas de morte nesses sujeitos), afasta a depressão e a ansiedade e pode até mesmo diminuir o uso de fármacos como os analgésicos e os corticoides.

O corpo foi feito para se mexer!!!

Outra noção que está caindo por terra é a de que cidadãos com doenças reumatológicas só estão liberados para fazer atividades leves, com pouco impacto. Estudos comprovam que, dentro de certos limites, eles podem, sim, optar por esportes tidos como mais pesados. Os trabalhos que ganharam destaque por levantar essa bandeira durante o congresso da Eular vieram do Brasil.

Cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostraram que pessoas com fibromialgia, artrose e osteoartrite, cadastradas num treino de resistência ou funcional, tão em moda nas academias, aperfeiçoaram a força muscular e apresentaram melhoras na qualidade de vida quando comparadas a um grupo que apenas fez cursos de educação em saúde. “Nós temos que encarar o exercício como um remédio em todos os sentidos: existe uma dose e uma frequência a serem respeitadas”, afirma o médico Fabio Jennings, coordenador do Serviço de Reabilitação em Reumatologia da Unifesp e orientador da pesquisa.

O pulo do gato no experimento foi adaptar os movimentos para a realidade dos voluntários. “Criamos séries de repetições que imitavam situações rotineiras, como erguer uma caixa e puxar uma gaveta, para que essas tarefas ficassem mais fáceis e acessíveis no cotidiano deles”. O contato próximo com um time multidisciplinar também faz toda a diferença nesses casos. “Juntos, conversamos para entender quando a dor vem da prática esportiva em si ou é a doença que está dando as caras”, relata Jennings.


O método Pilates no Tratamento da OsteoArtrose

O profissional devidamente qualificado deve usar e abusar do Método Pilates para a reabilitação dos pacientes com artrose. Pois o Método além de simular em várias situações ações do dia-a-dia (como sentar e levantar, subir e descer escadas, alcançar um objetivo em um armário), o faz de maneira segura e com assistência, promovendo o fortalecimento para a ação, além do uso consciente da Respiração para favorecer o Movimento.

O Método Pilates estimula o paciente com Artrose em um ambiente seguro para movimentos, uma vez que boa parte dos exercícios são executados deitados ou sentados, preservando a estabilidade do mesmo. As Molas não somente agem com Resistência (para o fortalecimento), mas principalmente como Assistência, para facilitar a promoção do movimento. Dosagem segura do Número de Repetições, Amplitude do Movimento e Intensidade Adequada durante os Exercícios é praticado e adaptado com facilidade em uma sessão de Pilates.

É de extrema importância que o grupo muscular ao redor da articulação envolvida seja alongado e fortalecido, diminuindo assim o atrito entre as superfícies ósseas, e por consequência a dor e pressão intra-articular. A prática dos exercícios dentro do Pilates faz com que o próprio movimento aumente a lubrificação das articulações. O que diminui a dor e por consequência melhorando a qualidade dos movimentos que antes eram limitados.

Além do mais, dentro do Método Pilates existem inúmeros exercícios em que o paciente pode realizar sem a sobrecarga articular. Favorecendo assim a articulação e facilitando a execução do movimento sem o desconforto. A postura do paciente durante a execução dos exercícios deve evitar compensações desnecessárias, que podem prejudicar a saúde do mesmo, assim como agravar a patologia em questão. Desta forma as orientações devem ser claras e objetivas. O profissional de Pilates deve estar sempre atento às correções a serem feitas sempre que necessário e o aluno sempre Atento e Concentrado na Conscientização do Movimento e Orientações do Professor!!!!

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