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  • Rodrigo Moreira

Alimentação e Pandemia

Por Neuza Azevedo | Instrutora KSP


A pandemia de coronavírus modificou a rotina de milhares de brasileiros. Muitas pessoas que antes saíam para o trabalho e se alimentavam na rua passaram a ficar o dia todo em casa, modificando os hábitos alimentares.

A geladeira próxima com comida sempre ao alcance e a rotina mais leve são convites para uma alimentação mais desregrada. Esse pode ser um ótimo momento para adaptar o seu paladar e escolher alimentos com maior teor nutricional e que contribuam para deixar o seu organismo mais saudável.

O coronavírus, assim com outros tipos de vírus, podem ter um impacto muito mais nocivo em organismos com baixa imunidade. Não se alimentar direito ou não dormir a quantidade de horas suficientes por dia são ações que contribuem para reduzir a imunidade, deixando o corpo mais suscetível a contaminações.

O que se sabe é que organismos mais fracos ou pessoas com comorbidades estão sujeitas a sofrer mais com a doença. Portanto, mais do que nunca, é o momento de manter a saúde em dia. Consumir alimentos com alta densidade nutricional e ricos em vitaminas e minerais auxiliando o organismo a se manter mais disposto.

Pelo fato de estarem dentro de suas residências, as pessoas podem sentir angústia, ansiedade e estresse, quando essas e outras emoções são sentidas, o alimento acaba sendo algo de conforto. “Com isso, se a escolha for por alimentos prontos, processados e menos saudáveis, a situação tende a piorar: há chances de aumento de peso e de ficar mal-humorado e com a vida ocupada que levamos, as refeições, muitas vezes, são feitas com pressa. Comemos rapidamente, entre uma atividade e outra, trabalhando em nossas mesas e assistindo à TV. Por causa disso, muitos de nós temos problemas de peso ou digestivos e mal sabemos o que estamos comendo.

Comer deve ser uma maneira natural e prazerosa de nutrir nossos corpos e satisfazer nossa fome e, ainda assim, em nossa cultura de abundância de alimentos e obcecada por dietas, a alimentação se tornou um campo de batalha que induz à culpa. A alimentação consciente é uma prática antiga na qual devemos prestar atenção em como e onde comemos. Significa aprender a ouvir nosso corpo e reconhecer sinais, entendendo as diferenças entre a fome emocional e física, escolhendo alimentos que irão nutri-lo e satisfazer sua fome, e aprendendo a reconhecer impulsos de comer não relacionados à fome.


Dicas para manter uma alimentação consciente.

  • Esteja sempre sentado — de preferência em uma mesa preste atenção na comida e desfrute da experiência.

  • Evite distrações enquanto você come não assista à TV, não use o laptop ou o telefone. Elimine os eletrônicos do jantar de família para simplesmente desfrutar dos alimentos e das companhias.

  • Coma devagar mastigue e saboreie sua comida sem pressa. Essa técnica ajuda a perder peso, já que dará tempo para seu cérebro reconhecer os sinais de que está cheio e evitar que coma demais isso também vai melhorar a digestão, já que o processo digestivo começa na boca e, se o alimento for bem mastigado, haverá menos trabalho para o resto do sistema digestivo.

  • Pratique deixar o garfo no prato entre as garfadas espere até ter engolido uma garfada antes de iniciar a outra.

  • Às vezes, coma em silêncio embora as refeições familiares barulhentas possam ser divertidas e uma maneira de se atualizar sobre o que aconteceu no dia, tente aproveitar o silêncio, mesmo que por alguns momentos, assim todos poderão apreciar a refeição e agradecer à pessoa que se dedicou a fazê-la.

  • Reconheça as diferenças entre fome emocional e física a fome emocional precisa ser satisfeita imediatamente, enquanto a fome física pode esperar. A fome emocional não é satisfeita com o estômago cheio, enquanto a fome física desaparece quando você está satisfeito.

Pense sobre seus impulsos alimentares — as razões pelas quais escolhe comer em um determinado momento Você está realmente com fome? Ou se sente entediado, sozinho, estressado, triste ou com raiva? Se seus impulsos não estão relacionados à fome, encontre

alternativas à comida que possam ajudá-lo a satisfazer suas necessidades emocionais naquele momento. Se estiver entediado, faça algo que goste, como ler um livro ou fazer uma cruzadinha. Caso sinta-se sozinho, ligue para um amigo. Caso esteja estressado, triste ou com raiva, faça um exercício de respiração e relaxamento ou uma caminhada ao ar livre. Pense sobre a história por trás do alimento antes de colocá-lo no prato Comer desta forma não só nos ajuda a criar uma relação positiva com a comida, mas também a escolher melhor os alimentos, fortalecendo nossa saúde e bem-estar geral.

Você está realmente se alimentando ou só comendo? Já parou pra pensar sobre isso? Alimentar-se não é apenas ingerir alimentos para cessar a fome, mas perceber o que o seu corpo, sua mente e sua energia precisam. Comida é apenas algo que você ingere para matar a fome, já o alimento é qualquer coisa que você consuma que te traga energia. Isso pode parecer um pouco estranho, mas vou explicar.

Primeiramente precisamos entender que o alimento dentro do nosso corpo é muito mais do que calorias que vão ser distribuídas para que o nosso metabolismo funcione e assim possamos fazer nossas atividades diárias e termos saúde. Isso é importante, mas é apenas uma pequena parte do que o alimento causa no nosso sistema. O alimento que escolhemos está diretamente ligado às nossas emoções, à qualidade da nossa mente, à nossa energia diária, aos nossos pensamentos e estilo de vida, influenciando assim diretamente a nossa saúde individual.


Alimentação e Prana

Existe uma forma de energia sutil chamada prana, responsável pela vida de todos os seres vivos. Porém, se vivemos uma vida de excessos e ingerindo alimentos com pouca energia há um desalinhamento onde as energias densas são retidas, causando enfermidades no corpo como obesidade, hipertensão, doenças cardíacas, além de emoções e pensamentos negativos, ansiedade, depressão e insônia. Dessa forma, quanto mais fresco, puro e com vida for o alimento, mais prana estamos ingerindo. Por isso uma alimentação vegetariana, com vegetais, frutas, grãos, legumes, evitando alimentos industrializados, é sempre uma alimentação

com mais prana.


Nutrindo o Corpo

Outra questão muito importante é perceber o que nosso corpo está precisando. Para cada organismo é necessário um tipo de alimentação, e mais que isso, para cada situação ou emoção, isso muda também. Atualmente com tantas dietas da moda é comum nos apegarmos a padrões já pré estabelecidos. Mas o que importa é: o que o meu corpo está precisando agora? O nosso corpo é muito inteligente ele realmente vai nos alertar sobre o que ele precisa mais. Se estamos tensos ou felizes, se é verão ou inverno, nosso corpo pede algo diferente, já percebeu?


Conexão entre Comida e Sustentabilidade

Além disso, a alimentação também compreende a compra, preparação, aceitação e ato de comer. Por isso é muito importante percebermos qual impacto estamos causando no ambiente com aquela refeição. Quanto de água e terras estão sendo desperdiçadas para que estejamos com aquele alimento. Do início da produção, plantio, colheita ou extração, embalagem e até a distribuição, a alimentação sustentável procura diminuir o nível de impacto em um ambiente. Com isso, evita-se problemas como erosão do solo, contaminação da água, assoreamento de rio, entre outros problemas. Você pode achar que não causa impacto no ambiente por não estar envolvido no processo de produção diretamente, mas o consumo de alimentos pouco sustentáveis, e a manutenção da demanda desses produtos, é uma forma de fazê-lo. Sendo assim, é possível utilizar o seu bolso para buscar melhores opções e incentivar mudanças na cadeia de produção. Outra questão é que grande parte do desperdício de alimentos acontece antes do produto chegar à mesa do consumidor, por técnicas inadequadas de produção, transporte em estrada e veículos precários, assim como desperdício em feiras livres e no varejo. No entanto, é preciso repensar as medidas adotadas pela cadeia de alimentos, já que a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que até 2050 a demanda por alimentos deve crescer 60%.


Nutrindo a Mente

E por fim, temos formas sutis de alimentar a mente. Hoje em dia já têm muitos estudos comprovando os benefícios da meditação e da respiração consciente, impactando no nosso cérebro e consequentemente no nosso dia a dia. Essas técnicas contribuem para uma mente mais focada, dinâmica, ativa, feliz e em paz. Com tantas atribuições e a vida corrida, precisamos de ferramentas que nos façam ter energia e manter a saúde física e mental, nos livrando de estresse e ansiedade. Estudos comprovam também que, 20 minutos de meditação diária equivale a 4 horas de descanso mental. Que tal dedicar 20 minutos do seu dia para nutrir a sua

mente?

Podemos então definir que, alimentação consciente é uma alimentação integral, ou seja, onde se observa o que se come, de onde vem, o impacto daquele alimento em você e no planeta e percebendo através da consciência suas emoções, hábitos e necessidades reais, para ter um corpo e mente saudáveis. Alimentação tem a ver com saúde, sustentabilidade, compaixão, amor e espiritualidade.


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